quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Happy end

Último dia de aula, já estamos na fase de reposição da greve. As provas do PAS já são passado. Hora da despedida, momento de relaxar e propor algo mais lúdico. A brincadeira é: divididos em grupos, os alunos precisam escolher um filósofo e, por meio de mímicas, fazer com os outros grupos adivinhem quem é. É uma forma de revisão informal de todo o conteúdo do ano e de verificar o quanto os alunos realmente absorveram. 

Os alunos entram fácil na brincadeira, mas, por aquilo que é encenado, dá para perceber o quão pouco eles aprenderam. Só para dar um exemplo: um grupo, com a intenção de apresentar Descartes, faz a pose clássica da figura do Pensador. Alguém sopra que a figura está no livro e, na hora da resposta, dois grupos não pensam duas vezes em apontar o filósofo em questão: Auguste Rodin! Um outro grupo encena o mito da caverna, mas, na hora de explicar o que eles quiseram representar, demonstram não ter a mínima ideia do que Platão queria dizer com aquilo.

A última turma é justamente aquela mais desinteressada, a que me referi no último post. Qual não foi minha supresa ao me despedir brevemente deles de receber como resposta uma saraivada de palmas? Ainda sob o impacto do gesto inesperado, me dirijo para a porta e, ao cruzar com uma aluna, uma das poucas que demonstravam algum interesse durante as aulas, ganho um sorriso e um desejo de "boa sorte". Tomei aquilo como um sinal de que a minha experiência com alunos do Ensino Médio estava apenas começando. Que assim seja!



   

Nenhum comentário:

Postar um comentário