domingo, 24 de maio de 2015

Notas, diário, atrasos de todo tipo...

Peço desculpas, mais uma vez, pelo atraso na atualização do blog. Um problema técnico me deixou mais de uma semana sem internet em casa e eu com tanta coisa para postar. Mas vamos lá tentar tirar o atraso, começando com a sempre complicada parte das avaliações e notas.

O 1º bimestre chegou ao fim e os resultados, em termos de notas, me surpreenderam negativamente. A famigerada turma D teve 68,75% de seus alunos com média abaixo de 5. A turma E não foi tão melhor assim, com mais da metade deles (55%) no vermelho. Não faltaram chances para garantir uma boa pontução: metade dos pontos eram referente ao seminário e a trabalhos de pesquisa a serem feitos em casa. O resto provinha das provas específica e multidisciplinar. 

O mix de avaliações, no meu entender, foi bem equilibrado, exigindo dos alunos outras habilidades que não apenas aquelas requeridas para responder bem à provas. Um minímo de esforço e comprometimento já seriam suficientes para garantir uma nota 5. Mesmo assim, não só predominaram as notas baixas como nenhum aluno conseguiu obter menção igual ou superior a 8. 

A prova era toda objetiva, com predominância de questões do tipo múltipla escolha, mas não poderia ser considerada fácil (nem tampouco difícil). Alguém poderia levantar a objeção de que uma avaliação de filosofia deveria priorizar as questões subjetivas. Eu até concordaria com isso, mas como a escrita já fora exigida tanto nos trabalhos quanto no seminário, a crítica perde força. Até porque quem já foi professor sabe como é trabalhoso corrigir questões subjetivas de provas.

Me chamou a atenção, mais uma vez, o tempo desperdiçado com as questões "burocráticas". Entre entrega de trabalhos, notas e correção de provas, foram gastas praticamente 3 aulas. Em tempos de internet, é um sinal claro de nosso atraso no uso de tecnologia que o aluno não tenha acesso direto à notas e faltas por meio eletrônico. Aliás, em pleno 2015, por, segundo o professor, incompetência da secretaria, ainda usa-se o velho diário de classe em papel (mesmo que a rede pública do DF tenha começada a implantar o diário eletrônico em 2012). Com um agravante: o bimestre chegou ao fim sem que os docentes tivessem uma lista atualizada dos alunos matriculados (dificultando ainda mais o trabalho na hora de lançar as menções e as presenças). Coisas assim não só irritam e atrapalham, como vão minando o entusiasmo do professor. 

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