Mais uma aula da turma D começa com DR... Se, na anterior, o tema era a falta de respeito dos alunos durante a Semana Cultural, que culminou no entrevero com o aluno expulso, o problema agora diz respeito ao fuzuê provocado pelos jovens na "cerimônia" de premiação dos ganhadores da mesma. Alguém teve a brilhante ideia de reunir todos os alunos no auditório no intervalo antes do último horário de aula de uma sexta-feira e daí...
Foi o caos: ninguém conseguia parar as brincadeiras e conversas dos jovens. Uma das coordenadoras da escola, que comandava a cerimônia, começou a ser vaiada e xingada a cada tentativa infrutífera de pedir silêncio e começar a cerimônia. Logo ela, que havia lutado tanto para conseguir as medalhas... Veio então o desabafo ao microfone: "é por isso que a educação no Brasil não dá certo", "os jovens de hoje em dia não respeitam ninguém", etc., o que só piorou as coisas.
Cancelada a tentativa de premiação, os alunos começaram um motim para ir para casa mais cedo, enquanto a coordenadora, fora de si, entregava o cargo. Ninguém queria voltar para sala naquele último horário de sexta-feira e exigiam que os portões fossem abertos antecipadamente. Somente a presença do diretor, que fora chamado ao local, conseguiu debelar em parte a revolta. As aulas recomeçaram, mas nem com a metade dos alunos presentes.
A DR continuou com o tema do péssimo desempenho da turma D. Muitas faltas, não cumprimento de tarefas, pouco compromisso... Apenas 3 alunos passaram em todas as matérias. No Conselho de Classe, conta o professor, chegou-se a propor que a turma fosse disolvida, o que gerou protestos de alguns alunos. O sermão do professor me parece inútil: sem algum tipo de ação pedagógica que promova uma conscientização da necessidade de mudança na atitude de todos, a pagação de sapo vira apenas perda de tempo. Como se faz isso? Com a palavra, os pedagogos...

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